PARABENIZANDO UM POLÍTICO – PARABÉNS, SR. TEOTÔNIO VILLELA Fº!
Coisa rara (não por minha culpa) que vocês vêem em meu diário! O governador eleito de Alagoas, Sr. Teotônio Vilella Filho, do PSDB me causa gratíssima surpresa ao apelar a seus deputados para NÃO APROVAREM aumento salarial para o governador do estado – mais exatamente para si, porque ele seria o beneficiário. Fiquei, na primeira “tomada”, estupefato e admirado com esse senhor que carrega um nome de peso sobre si – o de seu pai de idéias libertadoras e fortes.
Verdade é que o posto de governança de Alagoas é compensado por um salário alentado para nossas plagas brasileiras – R$ 11.500,00. Se esse valor INSIGNIFICANTE não for suficiente pra se viver bem na conjuntura econômica atual, então o que está errado é a vida do freguês, não o salário. Verdade também que o recém-eleito governador começou a fazer contas, e viu que isso provocaria um efeito cascata que aprofundaria déficit no caixa do Erário. E aqui não digo mais que salários de outros servidores sejam bons, porque infelizmente tem gente na base da pirâmide do poder que está literalmente gemendo com o orçamento mensal, mormente em alguns estados do nosso sofrido Nordeste – de passagem, o Nordeste é sofrido pelos políticos que tem,
Mas, em se comparando as coisas, vamos aos fatos.
Um governador costuma exercer seu mister cercado de uma equipe (corja?) de assessores, que se contam às dezenas, cada qual voltada para um retalho da função administrativa. Já um promotor precisa conjugar esforços de autarquias, nem sempre alinhadas entre si (vide polícia militar e polícia civil), e a papelada quase nunca é manuseada por uma secretária ao menos, mas por cartorários que em geral já estão assoberbados com as abundâncias dessa nossa burocracia ridícula (no mais das vezes). E enquanto um trabalha num gabinete, em geral decorado pelo ocupante da hora, muitos promotores precisam servir ocultos dentro de autênticas “celas”, até pra se protegerem de seus “clientes”.
Você já ouviu falar de governadores mortos porque mandaram alguém a julgamento, ou pra cadeia? Mas entre os promotores isso é meio comum, especialmente nos estados do interior do Brasil, onde impera a lei do mais forte, e onde os grupos empresariais não têm assim tanto interesse...
Você sabe qual a qualificação acadêmica pra alguém se eleger governador? Entretanto, nós sabemos que um promotor PRECISA ter o curso de Direito, e passar por provas dificílimas, até chegar onde chega.
Quantas viagens um governador faz a serviço (e tira uma casquinha de turismo) ou não? Quantos afastamentos (autorizados ou não) ele faz jus ou utiliza?
Pois bem, um promotor NÃO tem viagens turísticas, a não ser em escassos dias de férias, que costumam ser encurtados haja vista a demanda incrível dos serviços daquele servidor público que nem desfila por aí com carro pago pelo Erário, mas saído do seu próprio bolso.
Irmãos, não estou fazendo elegia dos promotores, nem denegrindo os governadores. Mas essa história de equiparação pura e simples me soa simplesmente abominável!
Bom dia (19 dias para o ano novo e contando... será novo mesmo?).


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